Na sua 34ª edição, o SAGSE voltará a reunir em Buenos Aires reguladores, operadores, associações e fornecedores de toda a região, com uma agenda que coloca no centro da discussão a articulação institucional, a governança e a construção de um mercado mais sólido, previsível e sustentável.
Nos dias 18 e 19 de março, o Hilton Buenos Aires receberá novamente o tradicional encontro regional, que, com mais de três décadas de trajetória, se consolidou como uma das plataformas mais reconhecidas de networking, negócios e debate estratégico para a indústria da América Latina.
Mais do que a própria convocação — que possui suas particularidades, já que se trata de um evento com formato fechado e exclusivo para operadores, reguladores e patrocinadores —, a edição de 2026 busca abordar algo mais profundo sobre o momento vivido pelo setor.

Segundo seus organizadores, a estabilidade do mercado já não depende apenas de licenças, tecnologia ou investimento, mas também da capacidade de coordenar interesses, profissionalizar padrões e construir confiança entre todos os atores do ecossistema.
Alan Burak, vice-presidente da SAGSE, destaca que este é, em última análise, um dos principais recados do SAGSE Summit, ciclo de conferências que acontecerá no dia 18 de março.
O evento já tem confirmados blocos dedicados a regulação e governança, segurança, identidade e compliance, integridade de dados, combate ao jogo clandestino, inteligência artificial aplicada ao negócio, pagamentos e operação real, além de um encerramento sobre prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao terrorismo.

"A abertura institucional incluirá entidades de grande peso no mercado local, como a Loteria da Cidade de Buenos Aires (LOTBA), a presença da ALEA, além de representantes provinciais e lideranças setoriais da região, em uma agenda pensada para debater desafios comuns e soluções compartilhadas", explicou o organizador.
Nesse contexto, a SAGSE também incluirá um bloco de encerramento com foco em integridade, transparência, compliance e cooperação institucional, reforçando uma ideia que vem ganhando consenso em toda a região: não existe mercado sólido sem articulação público-privada, e tampouco há sustentabilidade de longo prazo se o setor privado não assumir um papel maduro na construção institucional.
"A Argentina aparece hoje especialmente bem posicionada para sediar essa conversa. Não apenas pelo peso histórico da SAGSE, mas porque no país vem se consolidando uma arquitetura de trabalho na qual convivem a regulação jurisdicional, a coordenação interinstitucional, ferramentas de autorregulação e uma agenda mais firme contra a ilegalidade", destacou Burak.
Ele acrescentou: "A ALEA, por exemplo, impulsiona há anos um roteiro para a regulamentação do jogo online, um código de boas práticas para publicidade responsável e critérios comuns em matéria de controle, prevenção à lavagem de dinheiro, proteção de grupos vulneráveis e respeito às jurisdições", processo que também se refletiu recentemente em acordos concretos.
Em 2025, a ALEA firmou um convênio com o Ministério da Segurança da Argentina para prevenir o jogo ilegal entre menores, por meio de campanhas, capacitações e ações conjuntas em nível nacional.
Paralelamente, a LOTBA avançou junto à Promotoria Especializada em Jogos de Azar (FEJA) em ações contra a promoção de plataformas ilegais, incluindo denúncias contra influenciadores e iniciativas de capacitação preventiva.

"O relevante não é apenas a soma de iniciativas. O relevante é o modelo que começa a surgir: um mercado mais organizado quando o regulador escuta, o setor privado acompanha, as associações alinham padrões e a tecnologia é colocada a serviço da rastreabilidade, da proteção e do cumprimento das regras. Esse tipo de ecossistema não se improvisa: ele é construído", afirmou Burak em entrevista ao Yogonet.
"Nesse contexto, a SAGSE volta a desempenhar um papel que vai além de uma feira ou conferência. Com seus 34 anos, o evento não apenas conecta oferta e demanda; também funciona como um espaço de convergência regional, onde se encontram visão pública, experiência operacional, inovação e agenda institucional", explicou.
"Em uma indústria que precisa de menos fragmentação e mais direção comum, Buenos Aires busca se reafirmar como um hub para pensar o futuro sul-americano com uma lógica mais madura: menos ruído, mais coordenação; menos discursos isolados, mais arquitetura de mercado", acrescentou o organizador.
Para concluir, destacou: "A equação é simples: quando o setor público e o setor privado vão para o mesmo lado, o mercado ganha estabilidade".
Quem desejar participar do evento ainda pode acessar as últimas vagas disponíveis por meio do pré-registro neste link.