Em outubro, o Brasil irá às urnas decidir quem ocupará a cadeira presidencial nos próximos quatro anos. Faltando cerca de oito meses, o pleito já movimenta apostas milionárias no Polymarket, mercado de previsão dos Estados Unidos.
Até esta segunda-feira, 23 de fevereiro, as eleições presidenciais já movimentaram US$ 20,3 milhões (R$ 105,1 milhões, na cotação atual) na plataforma norte-americana.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é apontado como o favorito, tendo recebido apostas no valor de US$ 3,4 milhões (R$ 17,6 milhões). Em seguida, vem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com US$ 2,4 milhões (R$ 12,4 milhões).
Senador Flávio Bolsonaro (imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado) As opções de palpites incluem ainda Renan Santos (Missão), Ratinho Júnior (PSD), Tarcisio de Freitas (Republicanos), Fernando Haddad (PT), Jair Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL).
Apesar de figurar na lista de opções, Jair Bolsonaro está inelegível e atualmente cumpre pena de prisão de mais de 27 anos por tentativa de golpe de Estado.
A Kalshi, outro mercado de previsão, também oferece a possibilidade de palpitar nas eleições presidenciais brasileiras. O montante movimentado, no entanto, é significativamente inferior ao do Polymarket: US$ 468,8 mil (R$ 2,4 milhões).
No Brasil, as bets são proibidas de oferecer apostas em eleições, devendo manter-se restritas a eventos esportivos reais e jogos online.
Já os mercados de previsão — que não se apresentam como plataformas de apostas convencionais — abrangem palpites que vão além dos esportes, envolvendo política, economia, cultura pop e outras áreas da sociedade.
Nos mercados de previsão, participantes compram e vendem "contratos" que representam a probabilidade de eventos acontecerem. O preço de cada contrato reflete a probabilidade coletiva calculada por todos os participantes.