DIRETOR-GERAL EMEIA DA GLI

James Boje: “Estamos trabalhando ativamente com operadores e reguladores à medida que novos mercados surgem”

11-02-2026
Tempo de leitura 4 min

Durante a ICE Barcelona 2026, que registrou público recorde tanto de líderes da indústria quanto de órgãos reguladores, o Yogonet conversou com James Boje, Diretor-Geral EMEIA (Europa, Oriente Médio, Índia e África) da Gaming Laboratories International (GLI), para discutir a participação da empresa no evento e as tendências que estão moldando o setor global de jogos.

Boje compartilhou impressões sobre a forte presença no evento, as demandas em evolução dos operadores físicos e online, e a crescente importância do diálogo regulatório entre diferentes jurisdições.

Ele também abordou como a GLI está respondendo às preocupações relacionadas à conformidade, à fragmentação regulatória e à necessidade de se manter à frente em um setor em rápida expansão.

Quais são suas impressões sobre o evento? Ele correspondeu às suas expectativas em termos de movimentação e do tipo de conversas realizadas?

Acredito que superou nossas expectativas. Esteve muito movimentado desde o primeiro dia. De modo geral, o evento foi extremamente positivo. Nossos clientes demonstraram otimismo e, em todas as reuniões que tivemos, a mensagem foi consistente: eles nos veem preparados para apoiá-los à medida que continuam crescendo.

O crescimento tem sido um dos principais temas nas conversas com clientes, e isso significa que precisamos garantir que estamos bem equipados para oferecer os serviços que eles procuram — e é exatamente por isso que estamos aqui.

Quais são as principais demandas que vocês estão ouvindo de seus parceiros? Quais são os temas mais relevantes no momento?

Estamos vendo nossos clientes do segmento físico falando sobre expansão, talvez de maneira mais estratégica e cautelosa, mas ainda assim focados em crescimento. Isso é um bom sinal para nós, especialmente considerando que o setor físico historicamente representa uma parte significativa da indústria.

No online, é claro, o ritmo é muito mais acelerado. O crescimento é excepcionalmente forte em algumas jurisdições, especialmente em mercados que ainda não haviam permitido esse tipo de operação. Estamos trabalhando ativamente com operadores e reguladores à medida que esses novos mercados surgem.

Dito isso, uma das maiores preocupações que ouvimos dos operadores é a clareza regulatória: entender o que é permitido, o que não é e como os marcos regulatórios diferem entre jurisdições.

Em resposta, fizemos um investimento significativo para fortalecer nossa área de governança e assuntos regulatórios, especialmente na região EMEIA. Expandimos a equipe, adicionamos novos recursos e aprofundamos nossa expertise para trabalhar mais de perto com reguladores e apoiar ainda mais nossos clientes globalmente.

Para nós, é essencial não apenas acompanhar o mercado, mas estar à frente dele.

Esta edição contou com número recorde de reguladores presentes. Foi o ambiente ideal para discutir os rumos da regulamentação?

Sim, foi. Mas é importante lembrar que não esperamos pela ICE para realizar reuniões regulatórias. Nossas equipes trabalham ao longo de todo o ano, estabelecendo contatos e construindo relacionamentos.

O objetivo é antecipar os desenvolvimentos regulatórios e ajudar nossos clientes a entender se o que estão desenvolvendo atenderá aos requisitos técnicos das diferentes jurisdições — seja no online, no físico, em apostas esportivas ou em outras modalidades. A ICE é um ponto de contato valioso, mas o trabalho acontece durante todo o ano.

Um tema recorrente, especialmente entre grandes empresas que operam em múltiplos mercados, é a fragmentação regulatória. Vocês observam alguma tendência em direção a um ponto de referência comum entre jurisdições?

Publicamos recentemente um artigo no qual destaquei o quanto isso é desafiador. Se olharmos para o mercado dos Estados Unidos, por exemplo, ele é muito diferente de outros, e mesmo dentro dele existem estados com regulamentações e padrões técnicos bastante distintos.

Portanto, a fragmentação é, sim, uma questão relevante. No entanto, acredito que os reguladores estão começando a buscar formas de colaborar mais estreitamente e criar maior sinergia. O que estamos tentando fazer é compreender como essas sinergias podem se estruturar e ajudar a promovê-las, facilitando a vida dos operadores e de nossos clientes.

Ao mesmo tempo, é fundamental manter o jogo responsável no centro de tudo isso e garantir que atendemos às expectativas dos reguladores com os quais trabalhamos.

O GLI Access também tem sido um tema de destaque nesta edição. Pode nos contar mais sobre o interesse observado?

O GLI Access é, essencialmente, um portal de acesso à certificação para nossos clientes, e recentemente o reformulamos para torná-lo mais intuitivo e fácil de usar.

O principal valor está no acesso a informações em tempo real. Os clientes não precisam mais depender de ligações telefônicas ou intermediários; podem acessar o portal e visualizar imediatamente atualizações relacionadas a submissões, produtos e progresso das certificações.

Ficamos entusiasmados em apresentar a versão renovada aqui, especialmente porque isso é apenas o começo. Trata-se de um processo contínuo de aprimoramento, impulsionado principalmente pelo feedback dos clientes. À medida que o uso crescer, continuaremos refinando a plataforma para tornar as interações conosco o mais simples possível.

Então a versão atualizada já está disponível?

Sim, já está no ar. A plataforma sempre existiu, mas foi reformulada e aprimorada para atender melhor às necessidades dos clientes. Estamos incentivando ativamente o feedback — tanto de clientes quanto de nossas equipes internas — porque essa é a única forma de identificar desafios e continuar melhorando a experiência.

Olhando para o futuro, o que vem a seguir para a empresa no próximo ano?

Um dos nossos principais marcos, alcançado no ano passado e desenvolvido ao longo deste ano, é o GLI Security Framework. É o primeiro do tipo, e temos muito orgulho dele.

O framework foi moldado por extensa pesquisa de mercado e feedback direto da indústria, e acreditamos que agrega valor real não apenas aos nossos clientes, mas ao setor como um todo. Segurança tem sido uma área de grande foco para nós, e estamos entusiasmados para ver como essa iniciativa evoluirá.

No fim das contas, nossa prioridade máxima continuam sendo nossos clientes. Buscamos atender — e sempre que possível superar — suas expectativas à medida que crescem e se expandem. Isso nem sempre é simples, dado o nível elevado dessas expectativas, mas é o que orienta tudo o que fazemos.

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