RELATÓRIO 2025

Stellar Gaming aponta avanços e desafios do primeiro ano de mercado regulado das bets

Imagem: divulgação/Stellar Gaming
23-01-2026
Tempo de leitura 3:19 min

A Stellar Gaming, empresa responsável pela EstrelaBet, divulgou o Relatório Stellar 2025, que analisa o primeiro ano do mercado de apostas regulado no Brasil. O estudo reúne dados econômicos, aponta desafios regulatórios e sociais e mapeia tendências tecnológicas que devem influenciar o setor nos próximos ciclos.

O ano de 2025 é tratado como um marco histórico, com a entrada em vigor da regulamentação das apostas em 1º de janeiro, estabelecendo um novo ambiente jurídico e operacional para o mercado brasileiro.

Entre janeiro e setembro, o Brasil contabilizou cerca de 25 milhões de apostadores ativos, consolidando-se como um dos maiores mercados regulados do mundo. Estima-se que o setor já responde por aproximadamente 0,25% do PIB brasileiro, reforçando sua relevância econômica logo no primeiro ano de funcionamento sob regras federais.

Benefícios sociais, jogo responsável e publicidade

O relatório também revisita temas que dominaram o debate público ao longo do ano, como o uso de recursos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em apostas.

Estimativas iniciais chegaram a apontar valores de até R$ 3 bilhões por mês, mas análises posteriores de outras fontes revisaram os números para uma faixa entre R$ 210 milhões e R$ 400 milhões mensais. Diante disso, o governo federal proibiu o uso desses recursos em apostas por meio de portaria.

Em relação à ludopatia, o relatório menciona que as apostas representam entre 0,2% e 0,5% do consumo familiar, com o tema seguindo como ponto de atenção regulatória.

Já na publicidade, o ambiente regulado passou a operar sob regras mais rígidas, com normas do CONAR e da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) que proíbem anúncios direcionados a menores e vetam promessas de ganho fácil ou garantido.

Tributação elevada acende alerta no setor

Um dos principais pontos de preocupação é a carga tributária. Atualmente, as operadoras arcam com 12% sobre o GGR, além de PIS/Cofins (9,25%), CSLL (9%), IRPJ (15% mais adicional de 10%) e ISS, que, dependendo da cidade, chega a 5%.

O cenário tende a ficar mais oneroso nos próximos anos, com a alíquota sobre o GGR subindo gradualmente para 13% em 2026, 14% em 2027 e 15% em 2028.

O relatório também chama atenção para o Imposto Seletivo, que poderia adicionar uma taxação extra entre 15% e 30%, afetando a competitividade do mercado legal frente às plataformas irregulares.

Quem é o apostador brasileiro

O estudo traça o perfil médio do apostador brasileiro, apelidado de “José”: homem, 39 anos, casado, com dois filhos, pertencente à classe C e morador das regiões Sul e Sudeste. As apostas são feitas principalmente via smartphone, utilizado por 97% dos jogadores, com frequência de uma a três vezes por semana.

O futebol concentra mais de 60% das apostas. Em termos de segmentação por gênero, os homens respondem por 68% do público, enquanto a participação feminina (32%) cresce de forma acelerada, sobretudo em cassinos online.

Tecnologia ganha papel central

A tecnologia foi um dos pilares do mercado em 2025, com uso intensivo de inteligência artificial para identificar contas múltiplas, monitorar integridade esportiva e prevenir lavagem de dinheiro.

Também houve avanços significativos na experiência do usuário, com redução de 60% no tempo de carregamento das plataformas e melhora de 80% na latência das apostas ao vivo. Entre os novos formatos, ganharam espaço soluções de “watch & bet”, que integram streaming e apostas, além da expansão dos Virtual Sports em períodos sem jogos reais.

Ilegalidade ainda é desafio

Apesar da regulamentação, o mercado ilegal segue predominante. As perdas fiscais são estimadas em mais de R$ 11 bilhões, com cerca de 61% dos apostadores já tendo feito palpites em sites irregulares. Além disso, 78% das pessoas não conseguem diferenciar plataformas licenciadas das ilegais, o que reforça a importância da fiscalização e da educação do consumidor.

"Se 2025 foi o ano de inaugurar o mercado regulado, 2026 precisa ser o ano de consolidá-lo, priorizando o combate efetivo à ilegalidade e preservando previsibilidade regulatória", destacou Fellipe Fraga, chief business officer da empresa.

O relatório também projeta um movimento de fusões e aquisições, à medida que operadoras buscam escala e sustentabilidade em um ambiente regulatório mais exigente.

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