Após entrar no ar no dia 10 de dezembro, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão criada pelo governo federal para que cidadãos possam se autobloquear, de uma só vez, de todas as bets autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), registrou 153 mil solicitações de autoexclusão nos primeiros 20 dias de funcionamento.
Segundo a notícia publicada pelo BNLData, o Ministério da Fazenda registrou a média de cinco solicitações por minuto neste período inicial.
O mecanismo de bloqueio impede o acesso do usuário a todas as 182 marcas de bets autorizadas a operar no país. A ferramenta foi desenvolvida pelo Serpro, empresa pública de inteligência em governo digital, a pedido da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA) como parte das medidas regulatórias para o setor de apostas esportivas.
Segundo a notícia, a autoexclusão centralizada é reconhecida cientificamente como uma estratégia essencial para reduzir os danos à saúde mental da população com relação às apostas. Dados divulgados pelo Ministério mostram que 34% dos solicitantes indicaram “Perda de controle sobre o jogo – saúde mental” como principal razão. Em segundo lugar, com 28% das solicitações, aparece o motivo “Prevenir que meus dados sejam utilizados por plataformas de apostas”.
A maioria dos usuários optou por bloqueios de longo prazo. Os números revelam que 76% das pessoas escolheram o período indeterminado para a autoexclusão, enquanto 17% selecionaram o prazo de um ano. O sistema também disponibiliza opções de três, seis e nove meses de bloqueio.
Estudos mencionados na matéria apontam que o custo social dos problemas associados ao jogo atinge aproximadamente R$ 38,8 bilhões por ano no Brasil. Deste total, R$ 30,6 bilhões estão diretamente relacionados a danos à saúde.
O Ministério da Fazenda não divulgou informações sobre o perfil demográfico dos solicitantes nem dados sobre a eficácia da medida na redução de problemas relacionados às apostas.