O assassinato da vilã Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch na nova versão da novela Vale Tudo, da TV Globo, está motivando uma série de teorias sobre o verdadeiro responsável pela sua morte — há até quem diga que a personagem forjou tudo.
As bets são proibidas de abrir apostas para esse tipo de mercado (a regulamentação limita os palpites a eventos esportivos e jogos online), mas empresas de outros setores têm aproveitado a onda para desafiar os clientes: quem acertar o assassino de Odete ganha prêmios.
O estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG), foi um dos que aderiu à brincadeira, prometendo um par de ingressos para ver o Cruzeiro jogar. As entradas serão dadas aos cinco primeiros que adivinharem o responsável pela morte da vilã.
Camiseta, picolés, ingressos de cinema, rodízio de pizza, um ano de bolo grátis… Uma pesquisa rápida no Google revela que os prêmios oferecidos Brasil afora são bem variados. No caso dessas ações, a proibição não se aplica porque as empresas envolvidas não são casas de apostas e o palpite é gratuito, ou seja, a participação não envolve depósito de valores monetários, ao contrário das bets.
O furor em torno do assassinato de Odete não é inédito. Na primeira versão de Vale Tudo, exibida entre 1988 e 1989, também houve ampla repercussão. Segundo o jornal O Globo, a morte da vilã — interpretada, na época, por Beatriz Segall — gerou mais de 40 mil apostas no jogo do bicho (modalidade ilegal) em apenas uma semana.
A TV Globo mantém segredo sobre o assassino: em entrevista ao Fantástico, Manuela Dias, autora da novela, disse que foram gravados dez finais diferentes, e nem os atores sabem qual deles será exibido.
A resposta só será revelada na sexta-feira, 17 de outubro, quando vai ao ar o último capítulo de Vale Tudo. Até lá, as teorias e os palpites devem continuar ganhando força.