A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por meio de sua Unidade de Integridade, declarou apoio à solicitação de adesão do Brasil à Convenção de Macolin, tratado internacional voltado ao combate à manipulação de resultados esportivos.
A medida, formalizada pelos Ministérios do Esporte, da Fazenda e da Justiça, visa inserir o país no grupo de nações que já participam da iniciativa global.
Nos últimos anos, a CBF tem tomado diversas ações para o combate da manipulação de resultados no futebol, como a criação de sua Unidade de Integridade, colaborações com a Polícia Federal e a ampliação de sua parceria com a Sportradar.
A entidade já havia se manifestado a favor da adesão ao protocolo internacional anteriormente. Em abril de 2024, durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas no Senado, o diretor de competições da CBF, Júlio Avellar, defendeu a adesão do Brasil ao acordo internacional.
“É muito importante a adesão do Brasil a essa convenção. É um passo fundamental para a formulação de uma estratégia nacional robusta e integrada de combate à manipulação de resultados”, declarou Avellar, acrescentando que, há mais de um ano, a entidade vem sugerindo que o Governo Federal faça a adesão.
A sugestão, inclusive, consta em uma carta enviada pela CBF ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em maio de 2023. Presente na CPI, o oficial de Integridade da CBF, Eduardo Gussem, também defendeu que o Brasil entrasse na Convenção de Macolin.
Em vigor desde 1º de setembro de 2019, a Convenção de Macolin estabelece uma estrutura legal para cooperação entre autoridades públicas, entidades esportivas, operadores de apostas e organizadores de competições. Ela foi ratificada pela França, Grécia, Islândia, Itália, Lituânia, Noruega, Portugal, República da Moldávia, Suíça e Ucrânia. Além disso, também foi assinada por outros 32 Estados europeus, bem como pela Austrália e Marrocos.