A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado tem novos depoimentos agendados na próxima semana, na volta do recesso parlamentar. As informações são da Agência Senado.
Na terça-feira, dia 6 de agosto, estão previstos os depoimentos de Anderson Ibrahim (ex-supervisor do Patrocinense, clube mineiro suspeito de envolvimento em manipulação) e de Wesley Cardia (ex-presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias - ANJL).
Já quarta-feira, 7 de agosto, às 14h, a comissão ouvirá o presidente do Vila Nova Futebol Clube, o major Hugo Jorge Bravo. O dirigente denunciou possíveis atos de manipulação de resultados em partidas de futebol ‒ o que culminou na Operação Penalidade Máxima.
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Senadores Kajuru e Romário na CPI (imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Depois de ouvir que um jogador foi aliciado para cometer um pênalti e estava sendo ameaçado por apostadores, Bravo reuniu provas que foram apresentadas ao Ministério Público de Goiás (MP-GO). A partir daí, o MP passou a investigar um grupo criminoso suspeito de oferecer dinheiro para jogadores de futebol receberem punições em campo, enquanto os integrantes do esquema lucrariam com esses palpites em sites de apostas.
Outros convidados
A CPI também ouvirá, por videoconferência, o presidente da SIGA Latin America, Emanuel Medeiros, que falará sobre a experiência global da entidade na certificação independente em padrões de integridade no esporte.
Recentemente, a SIGA assinou acordo de cooperação com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a implementação do Sistema Independente de Rating e Verificação da SIGA (SIRVS). A parceria inclui também a partilha de conhecimentos e a implantação de melhores práticas de governança para a integridade das apostas esportivas
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O outro convidado a depor será o presidente do Conselho Administrativo da Santa Casa Global Brasil, Ricardo Gonçalves. Denúncias publicadas pelo jornal português Expresso e pela revista Piauí afirmam que a filial brasileira da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que opera loterias e bancas de apostas em Portugal, supostamente teria uma dívida de aproximadamente R$ 200 mil com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do Brasil.