AUDITORIA EM PORTUGAL

LOTERJ processa Santa Casa de Misericórdia em rombo financeiro de milhões

Santa Casa de Misericórdia de Lisboa
01-02-2024
Tempo de leitura 1:49 min

A Loteria do Estado do Rio de Janeiro – LOTERJ está processando a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – SCML após o encerramento unilateral da operação do contrato da loteria de prognóstico Rio de Prêmios através da MCE Intermediações e Negócios.

O BNLData afirma que a parceria com a LOTERJ — cujo contrato deveria garantir os sorteios no ar até 2025 — se tornou inviável após a decisão da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, sócia do projeto, ter se retirado e deixado de fazer aportes de capital.

O processo foi notícia em Portugal, onde o SIC Notícias publicou que "uma empresa pública brasileira exige que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa se responsabilize por uma dívida de milhões relacionada com o negócio de apostas e loterias no Rio de Janeiro. A internacionalização dos jogos até agora só deu prejuízo".

Segundo reportagem do Correio Braziliense do ano passado, a Santa Casa de Misericórida, que controla o sistema de jogos e loterias de Portugal, injetou cerca de 22 milhões de euros (R$ 121 milhões), em 2021, na compra de parte da empresa MCE Intermediações e Negócios, que, meses antes, havia ganhado a licitação da Loterj, a empresa de loterias do Rio. A operação foi feita por meio da Santa Casa Global Brasil. 

"Apesar do grande valor movimentado na operação, segundo as investigações reveladas em primeira mão pelo jornal português Público, no contrato registrado na Junta Comercial, o valor do negócio teria sido de 1,5 milhão de euros (R$ 8,3 milhões). Em outro contrato, de aquisição de cotas da empresa, estão computados quase 5 milhões de euros (R$ 27,5 milhões). O certo é que esses valores destoantes acenderam o sinal de alerta em Lisboa sobre uma possível fraude contratual. Não só. A compra, pela Santa Casa, de 55% do capital da empresa teria ocorrido mesmo diante das denúncias recebidas pelo Ministério Público do Rio de que os dois administradores da MCE, Marcelo Resende de Oliveira e Cristiano Junqueira, teriam transferido os ativos de melhor qualidade para outra firma, a MC Participações", escreve a reportagem.

Nesta quarta-feira (31) terminou o último prazo para que fossem conhecidos os resultados da auditoria às contas da Santa Casa que, mais uma vez, foi adiado. 

Segundo o BNLData, além da LOTERJ, a Santa Casa Global Brasil Participações S.A., Santa Casa Global, Unipessoal” e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa devem ser processadas pelos controladores da Ragdoll Empreendimentos e Participações S.A., Marcelo Ferreira Resende de Oliveira e Cristiano Lorenci Junqueira, ex-sócios da MCE Intermediações e Negócios pelo não cumprimento do contrato com a Loteria do Estado do Rio de Janeiro.

 


Comento: O imbróglio SCML x LOTERJ vai longe

 

 

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