Dois integrantes do Ministério Público de Goiás (MPGO) serão ouvidos nesta terça-feira, dia 11 de junho, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas do Senado.
Em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o MPGO deflagrou a operação Penalidade Máxima em fevereiro de 2023 – uma grande investigação sobre a chamada 'Máfia das Apostas' e um esquema de aliciamento de jogadores de futebol com o objetivo de manipular resultados.
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Um dos depoentes, o procurador-geral Cyro Terra Peres, já entregou vários documentos sobre a investigação à CPI das Apostas Esportivas na Câmara dos Deputados – que sequer teve um relatório final publicado e foi alvo de denúncias de tentativas de coação e suborno.
O outro depoente é o promotor Fernando Cesconetto, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP de Goiás e foi um dos responsáveis pela operação.
O presidente da CPI, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), declarou à Agência Senado sobre a convocação: "Os promotores concluíram que o esquema criminoso tem dois núcleos distintos. Um é formado pelos apostadores, que aliciam atletas para cometer pênaltis ou receber cartões durante os jogos e fazem nas apostas nos sites conhecidos como bets. O segundo é o dos financiadores, que dão o dinheiro para o pagamento dos jogadores aliciados."