A Agência Senado confirmou em seu site de notícias que a análise do PL 3626/23, que institui regras de aoperação e a taxação das as apostas esportivas de quota fixa, as chamadas bets, está na pauta do plenário nesta terça-feira (11).
O projeto foi apresentado pelo governo federal com a estimativa de arrecadar R$ 2 bilhões para os cofres públicos. O relator, senador Angelo Coronel (PSD-BA), calcula arrecadação de até R$ 10 bilhões e vota favoravelmente à proposta. A sessão está prevista para começar às 14h.
Coronel leu seu parecer na sessão plenária da última quinta-feira (6), mas acordo firmado entre os parlamentares adiou a votação. Para o relator, várias modalidades de jogos on-line já funcionam no Brasil de forma clandestina.
Os valores auxiliarão o governo a cumprir a meta fiscal em 2024. Na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO — PLN 4/2023), a Presidência da República prevê zerar o déficit fiscal. Isso significa que o governo não deve gastar mais do que o arrecadado, de acordo com as regras do novo arcabouço fiscal (Lei Complementar 200/2023).
O texto de Coronel traz uma tributação de 12% sobre a renda das empresas e de 15% sobre o prêmio das pessoas físicas. Além disso, foi adicionada a obrigatoriedade das ‘bets’ estrangeiras terem ao menos 20% do capital nas mãos de uma empresa brasileira.
"O pessoal tem que se conscientizar que quem é contra a regulamentação é porque é a favor da clandestinidade. Quem não quer regular para ser fiscalizado, que os recursos atendam saúde e educação. Não existem desculpas", disse o relator.
O projeto também institui uma outorga inicial para autorizar os sites a funcionarem legalmente de R$ 30 milhões.
O total arrecadado terá a seguinte divisão de acordo com o texto no Senado:
Oposição
Mas a oposição, conforme o senador Jorge Seif (PL-SC), vai tentar derrubar a proposta sob o argumento dos danos sociais com incentivos à ludopatia, o vício em jogos.
O tempo para a aprovação de pautas essenciais para o governo no Senado está acabando, já que o PL 3626/23, se aprovado, ainda voltará para a Câmara dos Deputados depois de sofrer diversas alterações. Para constar nos cálculos do exercício de 2024 o projeto precisa ser sancionado pelo presidente ainda em 2023.
A TV Senado produziu reportagem sobre a provável votação e entrevistou senadores sobre o assunto: