O governo federal divulgou um vídeo nas redes sociais para explicar, de forma mais acessível, a recente decisão de proibir os mercados de previsão em esportes, políticas e em qualquer evento fora da temática financeira ou econômica.
Com linguagem didática e informal, o conteúdo afirma que "o governo do Brasil protegeu a sua família de um perigo que talvez você nem saiba que existe".
O vídeo se refere à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada na última sexta-feira, 24 de abril, com uma resolução que limita a atuação dessas plataformas a questões como taxas de juros e câmbio.
"Chega de vício. O Governo do Brasil BARROU a entrada das plataformas de previsão no país. Elas são um tipo de bet que negocia palpites sobre qualquer coisa que exista. Isso tá oficialmente proibido: não pode. Aposta não é investimento, bet não é renda", cita a publicação do governo, veiculada em redes sociais como Instagram e X.
Nos comentários da publicação, a repercussão foi mista. Parte dos usuários apoiou a iniciativa, citando a necessidade de maior controle e proteção ao consumidor, enquanto outros questionaram a decisão e levantaram dúvidas sobre os limites da regulação.
⛔ Chega de vício. O Governo do Brasil BARROU a entrada das plataformas de previsão no país. Elas são um tipo de bet que negocia palpites sobre qualquer coisa que exista. Isso tá oficialmente proibido: não pode.️
— Governo do Brasil (@govbr) April 28, 2026
❌ Aposta não é investimento, bet não é renda.
📲 Digital/PR pic.twitter.com/eyDDMqCsZV
A proibição afeta diretamente o modelo de negócios de plataformas como a Kalshi e a Polymarket. Sediadas nos Estados Unidos, essas empresas oferecem a possibilidade de apostas em eventos que vão de esportes à possibilidade de um cessar-fogo no conflito no Irã e à existência de alienígenas.
Associações do setor de apostas manifestaram apoio à decisão do governo de restringir os mercados de previsão.
A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) defendeu que, caso esse tipo de mercado venha a ser autorizado no país, seja submetido a regras rigorosas e licenciamento específico. O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) afirmou que a restrição contribui para a segurança jurídica e impede o uso do sistema financeiro como forma de contornar a regulamentação das apostas.