O interesse dos brasileiros pela próxima edição da Copa do Mundo enfrenta um momento de baixa histórica. Dados recentes do Datafolha apontam um cenário de desânimo às vésperas do principal evento esportivo do mundo.
Segundo o levantamento, mais da metade dos brasileiros (54%) não tem interesse em assistir aos jogos da Copa. "É a maior taxa de desinteresse já medida antes de um Mundial", afirmou o instituto, que começou a fazer esse tipo de levantamento em 1994.
Apenas 17% afirmaram que têm grande interesse de acompanhar os jogos, o menor índice já registrado. A pesquisa do Datafolha mostra que a população não está tão confiante na Seleção Brasileira, apenas 29% acreditam que o Brasil vai ganhar o Mundial.
O cenário coincide com uma fase esportiva delicada. A seleção brasileira vem de sua pior campanha na história das Eliminatórias, fator que ajuda a explicar a queda no entusiasmo popular.
Além disso, levantamento da Quaest reforça o cenário de baixa expectativa em relação ao desempenho da seleção. A pesquisa, realizada entre os dias 10 e 13 de abril com 2.004 entrevistados, mostra que apenas 25% dos brasileiros acreditam na conquista do hexacampeonato, enquanto 68% não creem no título (os outros 7% não sabem ou não responderam).
O desinteresse divulgado pela pesquisa do Datafolha contrasta com a expectativa de executivos do setor de apostas esportivas. Em diferentes entrevistas ao Yogonet nos últimos meses, profissionais do segmento têm demonstrado forte otimismo em relação ao potencial da Copa do Mundo como motor de crescimento.
A expectativa do mercado está centrada principalmente em estratégias de:
O movimento ocorre mesmo diante de sinais de menor empolgação do público geral, indicando uma leitura diferente por parte das operadoras.
A edição de 2026 marca um momento inédito: será a primeira Copa do Mundo com o mercado de apostas online regulamentado no Brasil.
O mercado regulado traz maior segurança jurídica e operacional para as empresas, além de abrir espaço para: expansão de campanhas publicitárias, fortalecimento de parcerias e desenvolvimento de produtos mais sofisticados.
Apesar do cenário de menor entusiasmo apontado pelo Datafolha, outras pesquisas indicam uma tendência paralela: o aumento dos gastos de fãs de esportes durante grandes eventos.
De acordo com uma pesquisa feita pelo Data-Makers a pedido do Resenha Digital Clube, 62% dos fãs de esportes disseram que pretendem gastar mais nos palpites durante o Mundial.
Já um outro levantamento da Kantar divulgado pelo site Máquina do Esporte, 37% dos brasileiros pretendem apostar na Copa do Mundo de 2026. Os mercados preferidos do público são resultado das partidas (51%), número de gols (26%), campeão do torneio (18%), lances específicos (10%) e artilheiro da competição (8%).
Ou seja, mesmo com menor envolvimento emocional, a expectativa é de que a Copa ainda mantenha relevância comercial, especialmente em setores como apostas, mídia e entretenimento digital.