Ao entrar no espaço de exposições do SBC Summit Rio, era impossível não notar o estande da Euro Games Technology (EGT), que impressionava pelo tamanho e pela estrutura em comparação com os demais expositores do evento realizado no começo de março, no Rio de Janeiro.
Em entrevista exclusiva ao Yogonet, a diretora regional da empresa no Brasil, Celina Guedes, explicou que a EGT vem se posicionando como parceira tecnológica tanto para o mercado online quanto para o físico do país. "Fizemos um investimento grande: temos os nossos escritórios em São Paulo, uma equipe especializada e suporte técnico", disse a executiva.
Na parte de iGaming, a empresa usou o SBC Summit Rio para destacar o Panda Ventura, jogo de cassino online lançado no ano passado com foco no público brasileiro. Já em land-based, os visitantes puderam conhecer os terminais de videoloteria (VLTs), vertical que tem ganhado espaço entre as loterias estaduais.
Stand da EGT no SBC Summit RioA EGT tem uma ampla gama de soluções e produtos, tanto land-based como iGaming. Quais as principais ofertas para o mercado brasileiro?
A EGT entra nesse mercado como uma parceira tecnológica para ambas as indústrias, tanto online como física, e temos produtos variados com alta tecnologia. O Panda Ventura é o nosso carro-chefe que a gente fez justamente para o público do Brasil.
Nossa plataforma, a X-Nave, é bem robusta. Nela, já vem incorporado o CRM (um ponto bem importante em toda a plataforma) e temos também os nossos agregadores com sportsbook.
Nos últimos seis ou oito meses, fortalecemos os VLTs, porque há uma demanda muito grande com a liberação das loterias estaduais. O ajuste e as modificações dos nossos produtos, adequando à realidade de cada estado, é o foco de 2026.
Estamos montando máquinas no Brasil, trazendo toda essa tecnologia, ajustando e tropicalizando os produtos para o mercado brasileiro, trabalhando juntamente com o cliente, com o operador, obviamente, mas também com o regulador.
A gente tem uma responsabilidade muito grande. Eu, como brasileira, tenho uma responsabilidade muito grande de passar adiante, de comunicar e de educar a indústria, porque é esse caminho que tem que ser feito: o caminho do jogo regulado.
A EGT, como pioneira, é uma das únicas multinacionais que investiu e entrou de cabeça nesse negócio [no Brasil]. Fizemos um investimento grande: temos os nossos escritórios em São Paulo, uma equipe especializada e suporte técnico.
Isso prova, cada vez mais, que a companhia acredita no mercado, com a experiência de escritórios em 32 países e quase 115 países com os nossos produtos.

Sobre os produtos e soluções land-based para loterias estaduais, você pode citar em quais estados vocês estão ativos?
Já temos 80 máquinas ativas na Paraíba, por onde começamos. Estamos esperando para fazer a prova de conceito (POC) do Rio de Janeiro. Como você pode ver aqui na feira, as máquinas já estão certificadas e ajustadas para esse requerimento.
Feiras como essas nos dão uma exposição muito grande para poder fazer parte, para entrar como parceiro tecnológico. Tivemos visitas de muitas loterias estaduais. Muitas coisas virão e estamos preparados.
Há um projeto de lei no Senado que libera os cassinos físicos no Brasil. Você acha que a legalização desses jogos presenciais vai ser o próximo passo do mercado no país ou acredita que ainda vai demorar? Uma vez isso acontecendo, você diria que a EGT reúne as condições para entrar de vez no mercado dos cassinos físicos legalizados no Brasil?
Competência temos, com certeza. Eu acho que o Brasil ainda está amadurecendo e há oportunidades para todos os tipos de jogos, tanto cassinos e bingos land-based quanto jogos online.
Mas é muito precipitado, neste momento. Esse ano é complicado, um ano de eleição, um ano de Copa do Mundo. Então, não sei se muita coisa vai ser solucionada agora, não sei se é algo que a gente pode contar nos próximos dois anos, mas tem que vir.
É uma indústria, um ecossistema muito grande que se abre. Não é só cassino, tem hotel, comida, show, enfim, vai demorar, e eu acho que é válida a demora, porque assim o mercado amadurece e se ajusta. Acredito que esse projeto de lei precisa de alguns ajustes.

Aproveitando que você falou da Copa do Mundo, faltam três meses para o torneio. O Mundial deste ano tem dois aspectos interessantes. O primeiro é que será o maior em número de seleções e jogos. O segundo é que será a primeira Copa com o mercado regulado de apostas online no Brasil. Como está a sua expectativa?
A Copa do Mundo, como as Olimpíadas, é uma oportunidade muito grande para os operadores fazerem não só a parte do jogo, mas campanhas, promoções, enfim, entregar merchandising. A aposta esportiva é algo que o brasileiro gosta muito, principalmente no futebol.
É importantíssimo ter uma análise de risco. O foco de uma grande plataforma de aposta esportiva é o risk analysis, a análise de risco, você estar ali 24 horas, sete dias por semana, controlando as apostas. Não podemos olhar só de um lado: vamos ter muito volume, muito dinheiro, mas também aumenta o risco de fraudes.
É aí onde os operadores têm que estar focados, com plataformas e produtos seguros que entregam esse serviço de análise de risco, uma equipe técnica que entenda efetivamente o que está sendo feito. Um dos diferenciais é que a nossa plataforma já vem com esse serviço de risco.