À medida que o mercado regulado de apostas no Brasil continua a se consolidar, fornecedores vêm aprimorando suas estratégias para se alinhar a um ambiente mais estruturado e orientado pela conformidade regulatória.
Antes do SBC Summit Rio, Celina Guedes, diretora regional da EGT no Brasil, explica como a empresa está adaptando seu portfólio para atender às demandas dos operadores licenciados, ao mesmo tempo em que reforça seu compromisso de longo prazo com o país.
Nesta entrevista exclusiva ao Yogonet, Guedes detalha os produtos que a EGT apresentará no evento, analisa as mudanças estruturais trazidas pela regulamentação e explica por que estabelecer presença local no Brasil foi uma prioridade estratégica. Ela também comenta como a empresa está se posicionando para um crescimento sustentável tanto no segmento online quanto em possíveis oportunidades futuras no mercado físico (land-based).
A EGT estará presente no SBC Summit Rio este ano. Você pode apresentar uma visão geral dos novos produtos que a equipe exibirá durante o evento?
No SBC Summit Rio, a EGT apresentará um portfólio abrangente desenvolvido para atender às demandas em constante evolução dos mercados brasileiro e latino-americano. Nosso foco estará em gabinetes de slots de alto desempenho, mixes premium de jogos e nossas mais recentes soluções de jackpot, todos sustentados por tecnologia de ponta e design centrado no jogador.
Entre os destaques estará nossa nova geração de gabinetes de slots, com ergonomia aprimorada, tecnologia avançada de display e sistemas de som imersivos que elevam a experiência do jogador. Também apresentaremos mixes de jogos atualizados e adaptados às preferências regionais, combinando títulos globalmente consolidados com temas e mecânicas que dialogam fortemente com o público latino-americano.
Um destaque especial será o Panda Ventura, um de nossos principais títulos, que vem apresentando forte desempenho em diversos mercados regulados. Com mecânicas envolventes, estrutura de bônus atrativa e temática cativante, o Panda Ventura reflete nosso compromisso em entregar conteúdos que equilibram entretenimento, solidez matemática e rentabilidade de longo prazo para os operadores.
Além disso, apresentaremos avanços em nosso portfólio de jackpots e soluções sistêmicas, reforçando a capacidade da EGT de oferecer ecossistemas completos e escaláveis para operadores em mercados regulados.
Há inovações ou atualizações específicas em seu portfólio que devem gerar maior identificação com o mercado regional? Como os produtos apresentados no Rio refletem a estratégia mais ampla da EGT para a América Latina?
Sem dúvida. Um dos fatores que mais ressoam na América Latina é o conteúdo orientado por performance aliado à adaptação local. Títulos como o Panda Ventura ilustram perfeitamente essa abordagem, combinando uma temática globalmente reconhecida com modelos de volatilidade e dinâmicas de bônus alinhadas às expectativas dos jogadores da região.
Também estamos enfatizando flexibilidade e escalabilidade. À medida que a regulamentação amadurece na região, os operadores necessitam de soluções compatíveis, adaptáveis e preparadas para o futuro. Nossas integrações sistêmicas e soluções de jackpot foram desenvolvidas exatamente com esse objetivo.
Os produtos apresentados no Rio refletem a estratégia latino-americana da EGT: compromisso de longo prazo, presença local e soluções personalizadas. Não adotamos uma abordagem única para todos os mercados. Investimos na compreensão do ambiente regulatório e do perfil do jogador de cada país para promover crescimento sustentável ao lado de nossos parceiros.
Quais são os principais objetivos da EGT Brasil para o SBC Summit Rio? Qual a importância do evento para fortalecer relacionamentos e estabelecer novas parcerias?
Nosso principal objetivo é reforçar o posicionamento da EGT como parceira estratégica de longo prazo para operadores brasileiros e latino-americanos.
O SBC Summit Rio é um dos encontros mais relevantes da região, especialmente neste momento decisivo da regulamentação brasileira. O evento oferece uma oportunidade valiosa para fortalecer relações com parceiros atuais, apresentar novas soluções presencialmente e iniciar diálogos com operadores que estão ingressando no ambiente regulado.
Para nós, não se trata apenas de apresentar produtos, mas de construir confiança, compreender as necessidades do mercado e alinhar estratégias para uma expansão sustentável.

O que podemos esperar da EGT na região nos próximos meses?
Nos próximos meses, a EGT continuará expandindo sua presença no Brasil e na América Latina por meio de novas integrações e parcerias estratégicas.
Com a regulamentação plenamente operacional no Brasil, observamos um crescimento do movimento entre operadores licenciados. Nosso roadmap inclui a ampliação da distribuição de títulos-chave, como o Panda Ventura, além do lançamento de novos jogos e implementações de jackpots adaptados a ambientes regulados.
Embora alguns acordos ainda dependam de anúncios formais, estamos avançando em integrações técnicas que em breve resultarão em novas instalações e no fortalecimento das parcerias com operadores.
O Brasil agora é uma realidade regulada, e nossa estratégia reflete esse cenário: crescimento estruturado, conformidade e geração de valor no longo prazo.
Na sua visão, quais foram as mudanças estruturais mais relevantes no mercado brasileiro após a regulamentação?
A mudança mais significativa foi a transição da incerteza para a responsabilidade estruturada. A regulamentação trouxe requisitos mais claros de compliance, padrões mais robustos de governança e um ambiente operacional mais profissional. Os operadores passaram a focar sustentabilidade, jogo responsável e posicionamento de marca de longo prazo, em vez de estratégias de aquisição de curto prazo.
Outro ponto importante foi o aumento da demanda por soluções certificadas, compatíveis e tecnologicamente robustas. A barreira de entrada tornou-se mais elevada, o que contribui positivamente para a credibilidade do mercado e favorece fornecedores globais com experiência regulatória comprovada — posicionamento no qual a EGT se destaca.
Em resumo, o mercado amadureceu estruturalmente, tornando-se mais transparente, competitivo e orientado a investimentos.
A EGT decidiu estabelecer uma operação local no Brasil. Qual a importância da presença física e da expertise local nesse cenário?
A presença física é fundamental. O Brasil é um mercado complexo e altamente dinâmico, com nuances regulatórias próprias, características culturais específicas e práticas comerciais distintas. Ter um escritório local e uma equipe dedicada nos permite responder com mais agilidade, oferecer suporte técnico próximo e construir relações mais profundas com parceiros e reguladores.
A expertise local garante que não estejamos apenas exportando produtos, mas realmente adaptando nossas soluções à realidade brasileira. Além disso, fortalece a confiança — fator decisivo em um mercado recém-regulado. Nosso investimento no Brasil reflete nossa visão de longo prazo e confiança no potencial do país.
O sucesso do mercado online pode acelerar discussões sobre a expansão do segmento físico (land-based)? Como a EGT se posicionaria nesse cenário?
O sucesso do mercado online já demonstra a escala e o apetite dos jogadores brasileiros por experiências reguladas de gaming. Esse movimento certamente pode contribuir para discussões mais amplas sobre a regulamentação do segmento físico no futuro.
Caso essa evolução ocorra, a EGT estará extremamente bem posicionada. Contamos com décadas de experiência global em gaming presencial, um portfólio sólido de gabinetes, sistemas de jackpot e soluções integradas, além de uma estrutura local no Brasil preparada para apoiar essa expansão.
Nossa abordagem permanecerá a mesma: prioridade absoluta à conformidade regulatória, parcerias estratégicas e foco na entrega de experiências premium alinhadas aos padrões exigidos pelo mercado.