O grupo de trabalho interministerial responsável pela proposta da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados Esportivos, que reúne os Ministérios do Esporte, da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública, além da Polícia Federal, se reuniu na última quinta-feira, 22 de janeiro, para discutir a minuta da portaria que vai instituir a resolução.
Segundo publicação oficial, a criação do grupo e a elaboração da minuta são "uma resposta efetiva do Governo do Brasil diante da preocupação crescente" com as denúncias que apontam a incidência de casos de manipulação de resultados esportivos.
"A política nacional vem para proteger a integridade dos atletas e a imprevisibilidade dos resultados das competições, que é o grande fascínio do esporte, não saber qual vai ser o resultado. A política nacional vem para integrar as ações entre o Ministério da Justiça, Ministério da Fazenda e o Ministério do Esporte para criar mecanismos de enfrentamento do evento das manipulações, e deixar um legado de proteção ao esporte brasileiro”, afirmou o secretário nacional de Apostas Esportivas e de Desenvolvimento Econômico do Esporte, Giovanni Rocco.
No anúncio da criação do GT, em setembro, o governo federal anunciou que o colegiado trabalhará com diretrizes que incluem cooperação interinstitucional e internacional, responsabilização dos envolvidos em manipulação de resultados e promoção da integridade esportiva. Também está prevista a criação de um fluxo integrado para recebimento de denúncias, além da análise de legislações e boas práticas internacionais.
Como parte das ações do governo, ainda no mês de setembro foi lançado o Apita Cidadão, um canal digital para denúncias anônimas de manipulação de resultados esportivos.
O canal — que no momento da publicação desta notícia está fora do ar — permite que atletas, dirigentes, torcedores e demais envolvidos no meio esportivo relatem suspeitas de irregularidades de forma sigilosa, com garantia de anonimato e encaminhamento direto para investigação.
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