De acordo com um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), três em cada dez brasileiros acreditam que escolas e redes sociais devem atuar diretamente na prevenção ao vício em apostas.
Segundo a pesquisa realizada em parceria com a Offerwise Pesquisas, 9% dos entrevistados afirmam ter filhos ou filhas entre 12 e 18 anos envolvidos em apostas online.
Entre os impactos mais citados pelos responsáveis estão mentiras e omissões à família (22%), ansiedade, depressão ou irritabilidade (18%), perdas financeiras (15%) e comportamentos agressivos (14%). A maioria desses casos começa por curiosidade, influência de amigos ou exposição frequente a conteúdos de influenciadores digitais que abordam apostas como oportunidade de ganho fácil.
O estudo mostra que 44% dos brasileiros defendem campanhas de conscientização sobre os riscos do vício em apostas, enquanto 35% apoiam a proibição de marketing direcionado a jovens e adolescentes (restrição já existente).
As plataformas que impulsionam conteúdos sobre “apostas lucrativas” e “ganhos rápidos” também são apontadas como canais estratégicos para ações educativas. A pesquisa indica que 41% dos brasileiros são favoráveis à proibição de propagandas com influenciadores e celebridades, diante da percepção de que esse tipo de publicidade estimula comportamentos impulsivos.
Nesse cenário, campanhas digitais com linguagem simples, visual e interativa são vistas como uma forma eficiente de ampliar o alcance da prevenção e equilibrar a narrativa sedutora das apostas online.