O edital para concorrência de naming rights da estação Vergueiro, do Metrô de São Paulo, proibiu, pela primeira vez no processo, a venda de nomes e/ou marcas de sites de apostas (bets). A informação é da Folha de S.Paulo.
Outras marcas já possuem seus nomes veiculados em estações do metrô, como a Carrão-Assaí Atacadista e Saúde-Ultrafarma. A proibição de casas de apostas concorrerem é novidade no caso da Vergueiro, que entra no mesmo patamar de nomes e/ou marcas de bebidas alcóolicas, entidades religiosas, instituições políticas, produtos relacionados a cigarros, personalidades, nome de ponto cardeal e referência geográfica referente a localização da linha ou estação.
Segundo a Folha, os contratos dos naming rights da estação Anhangabaú e da Brigadeiro, fechados em janeiro, renderão mensalmente R$ 120 mil e R$ 155 mil à Companhia Metropolitana de São Paulo.
Ambos os certames foram vencidos pela empresa Menat Representação Comercial, que poderá revender a alguma outra marca. Assim como no caso da estação Vergueiro, essas concessões valem por cinco anos, com possibilidade de renovação.
Cada vez mais comuns a estádios e competições esportivas regionais e nacionais, a compra de naming rights por casa de apostas está se expandindo. Há pouco tempo, a casa de apostas KTO adquiriu o naming rights do Mercado Central de Belo Horizonte (MG), que passa a se chamar Mercado Central KTO, algo inédito no setor.