Depois dos setores do varejo e da alimentação, mais um segmento está estudando os impactos das apostas esportivas online em sua área.
A Vitru, grupo de educação a distância (EaD) do país, constatou que o perfil de jogadores é o mesmo dos alunos de cursos e o preço das mensalidades também é muito parecido com o valor gasto nos jogos por mês, registra nota do Valor Econômico.
A mensalidade varia de R$ 200 a R$ 250, mesmo valor apostado nas ‘bets’, por mês, e os alunos são de classe média baixa, mesmo público que costuma apostar.

O presidente da Vitru, Wiillian Matos, afirma que 64% dos alunos que usam o aplicativo da instituição têm "um ou dois aplicativos de apostas instalados em seus celulares. E, entre aqueles que acessam nosso site, 25% também têm ‘bets’ nos computadores”, afirmou ao jornal.
“Ao contrário do varejo em que o consumidor deixa de comprar algo porque jogou, em educação há um gasto recorrente. Estamos acompanhando e queremos entender seus impactos”, disse Matos.
Setores em alerta
Nesta semana, o CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, expressou preocupação em relação ao crescimento das apostas esportivas no Brasil.
Ele afirmou que o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) está monitorando o impacto desse fenômeno e que o assunto foi discutido em um encontro recente com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Nesta sexta-feira, 30 de agosto, reportagem do jornal Valor afirma que o comando da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), maior entidade supermercadista do país, irá a Brasília para exigir normas mais rígidas envolvendo a regulamentação das apostas esportivas online.
A associação afirma que há um possível efeito no consumo das empresas do setor varejista por conta da explosão de apostas no país, e quer que o governo tome ações e edite portarias cerceando o alcance das bets.