A Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) anunciou, no dia 6 de agosto, que as tenistas argentinas Melina Ferrero e Sofia Luini foram suspensas por três e sete anos, respectivamente, por infrações previstas no Programa Anticorrupção do Tênis (TACP).
Conforme publicado pela ITIA, ambos os casos foram decididos pela oficial independente de audiências anticorrupção (AHO) Diana Tesic e as sanções estão relacionadas a um caso criminal recentemente concluído envolvendo um grupo de manipulação de resultados na Bélgica. A colaboração entre a ITIA e as autoridades belgas resultou em uma sentença de cinco anos de prisão para o líder do grupo, Grigor Sargsyan.
Ferrero, que em maio de 2015 havia alcançado a 731ª posição no ranking mundial de simples, não respondeu a 12 acusações da ITIA relacionadas a três partidas em 2017 e 2018, que incluíam facilitar apostas, aceitar dinheiro para se esforçar menos e não denunciar abordagens corruptas.
Ao não responder às acusações da ITIA, Ferrero efetivamente admitiu a responsabilidade por todas as acusações e concordou com as sanções. Além de uma suspensão de três anos, Ferrero foi multada em US$ 15 mil (R$ 84 mil, na cotação atual).
Por sua vez, Luini, que alcançou a classificação mundial de simples 492 em setembro de 2014, contestou todas as 24 acusações da ITIA, relacionadas a seis partidas em 2017 e 2018.
Uma audiência foi realizada por videoconferência em 15 de maio de 2024, na qual Luini foi multada em US$ 30 mil (R$ 168 mil), além de levar uma suspensão de sete anos.
Ambas as jogadores foram suspensas a partir de 23 de julho de 2024, data em que suas decisões foram emitidas.
A suspensão de Ferrero terminará em 22 de julho de 2027 e a de Luini em 22 de julho de 2031. Durante esse período, as atletas estão proibidos de jogar, treinar ou participar de qualquer evento de tênis dos membros da ITIA (ATP, ITF, WTA, Tennis Australia, Fédération Française de Tennis, Wimbledon e USTA) ou qualquer associação nacional.
Oito atletas argentinos sancionados
De acordo com o jornal La Nacion, desde 2018, outros seis tenistas argentinos foram punidos pela ITIA. Eles são Federico Coria, Nicolás Kicker, Patricio Heras, Franco Feitt, Nicolás Arreche e Agustín Torre. As duas novas sanções elevam para oito o número de jogadores do país que foram punidos por não cumprirem o programa anticorrupção.