SENADOR PEDE QUE EX-PRESIDENTE DA ANJL SEJA INVESTIGADO

Wesley Cardia não responde perguntas sobre suposto pedido de propina na CPI das Apostas

Wesley Cardia (dir.) depõe na CPI (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
07-08-2024
Tempo de leitura 1:34 min

O ex-presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) Wesley Cardia utilizou o direito de permanecer em silêncio em diversos momentos durante seu depoimento à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas no Senado, nesta terça-feira, 6 de agosto, afirma a Agência Senado.

Wesley obteve um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), expedida pelo ministro Flávio Dino,  para garantir que poderia ficar em silêncio. 

Ele respondeu a diversas perguntas dos senadores, mas preferiu não se manifestar quando foi questionado pelo senador Eduardo Girão (NOVO-CE) sobre um suposto pedido de propina de R$ 35 milhões. O autor da proposta teria sido o deputado Felipe Carreras (PSB-PE), então relator da CPI das Apostas na Câmara Federal, que ofereceria, em troca, proteção ao setor naquela comissão parlamentar de inquérito.

A denúncia foi publicada na revista Veja em setembro de 2023, e afirma que Cardia relatou a proposta ao ex-assessor especial do Ministério da Fazenda, José Francisco Manssur, que por sua vez informou a ação ao Ministro da Fazenda, Fernando Hadadd. Em depoimento à esta mesma CPI no Senado, em julho, Manssur confirmou o relato de Cardia. 


José Francisco Manssur em depoimento à CPI da Manipulação

No texto, a revista afirma que Cardia relatou ao ex-assessor especial que já havia sido abordado anteriormente e acrescentou que outros integrantes da CPI pressionavam o setor em busca de vantagens financeiras. O suposto achaque, segundo o relato, teria acontecido em pleno Salão Verde da Câmara.  

Cardia também recusou-se a responder se recebeu outros pedidos de propina ou se sofreu ou está sofrendo ameaças ou pressão de parlamentares. Após as negativas, Girão apresentou requerimentos pedindo que Cardia passe a ser investigado pela CPI e que seus sigilos sejam quebrados. Os requerimentos ainda terão que ser votados pela comissão.

Anderson Ibrahim Rocha, representante da empresa Air Golden — ex-gestora do futebol do Clube Atlético Patrocinense (MG) —, também depôs neesta terça-feira e afirmou não ter conhecimento sobre a suspeita de manipulação na partida em que o Patrocinense perdeu por 3 a 0 para o Inter de Limeira pela Série D do Campeonato Brasileiro, em 1º de junho de 2024. A partida está sendo investigada pela Polícia Federal na Operação Jogo Limpo, com base em movimentação suspeita em casas de apostas. 

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