MANIPULAÇÃO DE CARTÕES AMARELOS

TJD-RJ suspende atletas por um ano em caso ligado a apostas no Campeonato Carioca

Imagem: divulgação/TJD-RJ
23-06-2026
Tempo de leitura 1:21 min

O Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ) determinou a suspensão de 365 dias dos jogadores Sidney “Sidão”, do Nova Iguaçu, e Luís Gustavo, da Portuguesa-RJ, após julgamento relacionado a um caso de possível manipulação envolvendo mercados de apostas esportivas no Campeonato Carioca de 2026.

Além da suspensão, ambos foram multados em R$ 1 mil e ainda podem recorrer da decisão.

A decisão foi baseada no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), informou o tribunal, que trata da atuação deliberadamente prejudicial à própria equipe. O caso tem origem na partida entre Portuguesa-RJ e Nova Iguaçu, disputada em 7 de fevereiro, pela sexta rodada do estadual, no Estádio Luso-Brasileiro.

Segundo informações divulgadas durante as investigações, a Unidade de Integridade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) receberam alertas sobre movimentações consideradas atípicas no mercado de apostas relacionadas à aplicação de cartões amarelos aos dois atletas.

O volume de apostas associado ao caso teria alcançado aproximadamente R$ 253 mil. Durante a partida, Sidão recebeu cartão amarelo aos 35 minutos do primeiro tempo, enquanto Luís Gustavo foi advertido aos três minutos da etapa final.

A defesa dos jogadores argumentou que não existem provas suficientes para justificar as punições impostas pelo tribunal. Ainda assim, a decisão de primeira instância foi mantida.

Além dos atletas, o TJD-RJ também aplicou sanções a dirigentes da Portuguesa-RJ. O presidente do clube, Marcelo Gonçalves, e o supervisor Muniz foram multados em R$ 5 mil cada, com base no artigo 220-A do CBJD, que prevê penalidades para casos de obstrução, omissão ou falta de colaboração com a Justiça Desportiva.

O episódio também é alvo de investigação da Delegacia do Consumidor (Decon), da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

O caso integra um conjunto mais amplo de apurações sobre possíveis irregularidades relacionadas a apostas e manipulação de eventos esportivos no estado. Atualmente, existem diversos inquéritos em andamento envolvendo competições realizadas entre 2023 e 2025.

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