Na edição deste ano do BiS SiGMA South America, em São Paulo, a DATA.BET utilizou sua presença para destacar a evolução de sua oferta para além dos esports, com um foco crescente em entregar uma solução completa de sportsbook adaptada às necessidades dos operadores em diferentes mercados.
Durante o evento, o Yogonet conversou com Otto Bonning, Head de Vendas da DATA.BET, que compartilhou insights sobre a estratégia de atuação em duas verticais da empresa, o papel das integrações via iFrame e API e como o provedor está se posicionando diante de momentos-chave, como a próxima Copa do Mundo.
No ano passado, a DATA.BET anunciou a expansão de seu portfólio com um pacote completo de sportsbook. Como tem sido a experiência com essa solução ampliada desde o lançamento?
Começamos a promover ativamente nossa solução completa de sportsbook — nosso sportsbook via iFrame — no início de 2025. Foi um passo natural para nós. Como empresa, a DATA.BET sempre teve como base o fornecimento de odds, com fortes capacidades em automação e trading, apoiadas por uma grande equipe interna que cobre todos os esportes.
Já tínhamos uma solução em iFrame implementada para alguns clientes, então expandir essa oferta para um mercado mais amplo fez sentido. Hoje, os operadores podem acessar um pacote completo de sportsbook que inclui tanto esportes tradicionais quanto nossa cobertura líder em esports.
Ao mesmo tempo, os esports continuam sendo um foco central para nós. Seguimos desenvolvendo uma solução completa de esports para operadores maiores e provedores de plataforma, incluindo odds feeds, gestão de risco, widgets, streaming e ferramentas como bet builders.
Na prática, operamos em duas verticais: um produto completo de esports e uma solução de sportsbook plug-and-play para operadores que buscam um produto estável e pronto para lançamento.

Com a proximidade da Copa do Mundo, você espera que o torneio impacte também a empresa ou é uma oportunidade maior para os operadores?
É importante para nós também. O futebol continua sendo um vertical-chave para nossos parceiros e para nossa solução de sportsbook.
Uma área que identificamos como oportunidade de melhoria foi a de player props no futebol. Começamos a trabalhar nisso no final do ano passado para garantir que nossa oferta esteja mais completa antes da Copa do Mundo.
Com o torneio se aproximando, estamos focados em estar totalmente preparados para apoiar nossos parceiros com um produto de futebol forte e competitivo. É um momento importante para a indústria e também esperamos um aumento na atividade.
Quando se trata de integração, como as soluções iFrame e API se diferenciam e qual é mais adequada para cada tipo de operador?
Depende das necessidades e das capacidades do operador.
Nosso produto principal continua sendo a oferta de esports, entregue principalmente via API. Isso inclui odds feeds, gestão de risco, widgets, streaming e outras ferramentas. A integração via API costuma ser mais adequada para operadores avançados ou provedores de plataforma que já possuem frontend e infraestrutura próprios. Eles buscam principalmente dados, trading e capacidades de gestão de risco.
Por outro lado, o sportsbook via iFrame é uma solução plug-and-play. É ideal para operadores que querem um produto pronto para uso, sem precisar desenvolver tudo internamente. Pode ser implementado rapidamente e exige pouco esforço técnico.
Em termos simples, API é voltada para integrações orientadas ao backend, enquanto o iFrame permite implementações turnkey mais rápidas e personalizadas.

Existem mercados específicos onde os esports têm uma popularidade maior?
Sim, os esports têm forte tração em várias regiões. O Brasil é um mercado muito forte, assim como partes da Europa e, claro, a Ásia — especialmente para títulos como League of Legends.
No Brasil especificamente, a maior parte da receita de apostas em esports tende a vir de títulos como CS2 (Counter-Strike 2), seguido por Free Fire e Dota 2.
O ponto-chave é a flexibilidade. Dependendo da região e do público do operador, podemos adaptar a oferta para focar nos títulos mais relevantes. Para o Brasil, os esports são definitivamente um vertical importante, o que explica por que estamos trabalhando ativamente nesse mercado.
Recentemente, vocês fecharam parceria com o Rei do Pitaco no Brasil. Como tem sido essa colaboração até agora?
A experiência tem sido muito positiva para ambos os lados. Ainda está no início, mas a colaboração começou muito bem.
Estamos fornecendo a eles nosso pacote completo de sportsbook e, graças ao forte tráfego da plataforma, conseguimos analisar o comportamento dos jogadores e apoiá-los com gestão de risco e consultoria.
Um bom exemplo da nossa flexibilidade foi a adição de conteúdo de nicho, como a Kings League. O Rei do Pitaco nos pediu suporte para mercados ao vivo e conseguimos nos adaptar rapidamente. Inclusive, fomos os primeiros a operar apostas ao vivo da Kings League no Brasil, o que também ajudou a plataforma a ganhar mais tração.
Esse tipo de agilidade é algo que buscamos oferecer a todos os nossos parceiros — adaptação rápida e soluções personalizadas que vão além dos esports.
Quais são os próximos eventos que a DATA.BET pretende participar?
Participaremos de vários eventos menores pela Europa, mas os principais no nosso radar são o SiGMA Ásia, em Manila, e o iGB L!VE, em Londres.
No SiGMA Ásia, estaremos com nossa equipe comercial, embora não estejamos expondo este ano. Já em julho, participaremos do iGB L!VE Londres, que é sempre um evento importante para nós e uma ótima oportunidade para nos conectarmos com a indústria.