ACUSAÇÃO DE FORÇAR CARTÃO AMARELO

Jogador da Chapecoense vira réu por manipulação de resultados e lavagem de dinheiro

Foto: Divulgação/MP-RS
28-04-2026
Tempo de leitura 1:29 min

A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MPRS) contra um jogador de futebol investigado por manipulação de resultados em apostas esportivas e lavagem de dinheiro, na Operação Totonero.

Com a decisão, o atleta, que atuava pelo Juventude, em Caxias do Sul, à época dos fatos, passa à condição de réu e responderá a processo criminal. 

Apesar de o comunicado oficial do MP não especificar o nome do jogador, veículos como GZH e Diário do Iguaçu apontam que se trata do atacante Ênio, atualmente na Chapecoense.
 

A denúncia foi apresentada em fevereiro deste ano pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e recebida pelo Judiciário na última quinta-feira, 23 de abril, após o reconhecimento de indícios suficientes de autoria e materialidade.

Segundo o Ministério Público, as apurações apontam para um esquema de manipulação de mercados secundários de apostas, especialmente relacionados à aplicação de cartões durante partidas do Campeonato Brasileiro da Série A.

“A investigação identificou que, em jogos nos quais o atleta era advertido, ocorria aumento atípico e concentrado de apostas no mercado específico de cartão de jogador, indicando possível conhecimento prévio do resultado por parte de apostadores”, destacou o promotor.

Operação investigou esquema em apostas esportivas

Deflagrada em maio de 2025, a Operação Totonero teve origem em um procedimento investigatório baseado em informações repassadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por entidades internacionais de monitoramento da integridade das apostas.

A ação mirou a manipulação de eventos específicos dentro das partidas, como a aplicação de cartões, prática conhecida como exploração de mercados secundários.

Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do jogador e também no Estádio Alfredo Jaconi, no armário de uso pessoal do atleta à época.

Além disso, a Justiça autorizou medidas como quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, que contribuíram para a coleta de provas e sustentaram a denúncia apresentada pelo MPRS.

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