Na tarde de ontem, um painel destinado a analisar a convergência entre o jogo físico e as apostas online reuniu importantes executivos do setor e atraiu a atenção do público, no âmbito da BIS SiGMA 2006.
Bryan Ortiz, CEO da Zitro Brasil, participou da mesa-redonda intitulada “Land-based or Digital? Borders, Convergence, and the Future of the Casino Industry” ao lado do reconhecido advogado Luiz Felipe Maia, sócio do Estudo Maia Yoshiyasu; Marco Pequeno, Country Manager da Amusnet; Fernando Mora, Responsável pelo Desenvolvimento de Negócios da Sportradar no Brasil; e Jordi Sendra, CEO da ALEA; todos moderados por Leonardo Benites, CEO da Propane.

Ao ser questionado sobre o processo de transição do jogo online, hoje legalizado no Brasil, para o jogo físico, que busca regulamentação no país, Bryan Ortiz destacou: “Eu não acredito que o jogo físico deva competir com o digital, muito pelo contrário”.
Ortiz analisou alguns aspectos do Projeto de Lei 2.234, atualmente em tramitação no Senado, e entre eles destacou os controles do Governo, que do ponto de vista fiscal permitirão maior arrecadação de impostos e evitarão operações de lavagem de dinheiro, além do combate ao jogo ilegal. Também ressaltou a implementação de um registro de jogadores autoexcluídos, por seu impacto no combate à ludopatia. “Esta lei ofereceria segurança, controle e transparência em um mercado muito mais sustentável”, resumiu durante sua apresentação.

Em seguida, ao analisar a relação entre os mercados físico e digital de apostas, Ortiz afirmou: “O jogo digital não substitui o físico. Após a pandemia, as pessoas querem sair, querem socializar e viver uma experiência em grupo, por isso o crescimento do online permite atrair um novo público, que pode migrar para o jogo físico. O jogo digital não substitui o presencial, ele o complementa. Não acredito em uma competição, mas sim em uma convergência de ambos os mercados”, considerou Ortiz.
O objetivo do painel foi analisar em profundidade um dos principais desafios da indústria: como integrar e conectar de forma eficaz as operações presenciais com as plataformas digitais, tanto em mercados emergentes quanto naqueles já regulamentados, em um contexto marcado pela crescente convergência entre ambos os ambientes.

“Hoje temos a tecnologia para unir ambas as experiências, portanto o principal desafio atualmente é a regulamentação. Os reguladores devem entender que a omnicanalidade não é um risco, mas sim o contrário: mais controles e menos fraudes. Os setores relacionados às apostas físicas e digitais devem alinhar seus interesses e, com uma única voz, defender um mercado mais seguro, transparente e com uma melhor experiência para o jogador”, refletiu o executivo da Zitro.
“Desde a Zitro, a companhia continua apostando na inovação constante para se adaptar à evolução do setor e oferecer valor real tanto em ambientes físicos quanto digitais, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento da indústria do jogo”, destacaram da empresa após a conferência.