O Corinthians decidiu encerrar as negociações para a criação de uma casa de apostas própria após não receber garantias financeiras e documentação complementar da Responsa Gamming, empresa que propôs o negócio.
Segundo o site Meu Timão, especializado na cobertura do time paulista, a proposta inicial previa R$ 453 milhões por três anos (R$ 151 milhões por temporada), além de 3% sobre o lucro da operação, via royalties, com controle integral da marca pelo Corinthians.
O setor de compliance do clube teria "recomendado formalmente" que o clube não assinasse o contrato. Entre os pontos levantados estão o curto tempo de existência da empresa, faturamento estimado inferior aos valores prometidos, ausência de funcionários registrados e questionamentos envolvendo sócios e processos judiciais. O histórico recente de casos como Taunsa e VaideBet também pesou para uma postura mais cautelosa.
Em vez disso, o clube está muito próximo de renovar o contrato de patrocínio master com o Esportes da Sorte até 2029, estendendo o vínculo atual que iria até 2027.
Segundo o ge, o Corinthians avalia que os valores do acordo já não refletem o cenário atual do mercado, e há o comprometimento da casa de apostas em pagar R$ 309 milhões, além de cláusulas variáveis previstas em contrato.
Para a temporada de 2026, o clube projeta uma arrecadação de R$ 255 milhões com patrocínios. A diretoria trabalha para ajustar contratos e ampliar receitas comerciais ao longo do período.