SENADO

CPI das Bets ouve presidente da Loterj e vota requerimentos nesta terça-feira

Senadores Doutor Hiran e Soraya Thronicke na CPI das Bets (imagem: Saulo Cruz/Agência Senado)
03-12-2024
Tempo de leitura 1:16 min

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets do Senado se reúne nesta terça-feira, 3 de dezembro, para ouvir, como convidado, o presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), Hazenclever Lopes Cançado.

"Minha presença na CPI será uma oportunidade de esclarecer a operação legal e regulamentada da LOTERJ, além de colaborar para o combate ao mercado ilegal, mitigar os riscos para os apostadores e suas famílias, e, claro, debater a destinação dos recursos arrecadados com os jogos legais, que têm um impacto positivo para a sociedade", publicou Cançado, em seu LinkedIn.

Segundo a Agência Senado, na mesma sessão, deve ser ouvido João Studart, CEO da empresa Betnacional. Ele, juntamente com Marcus da Silva, da Sportingbet, não compareceu para depor na última reunião do colegiado, em 26 de novembro.

"Eu vou fazer uma reconvocação, e, se eventualmente eles não estiverem presentes na próxima convocação, nós seremos obrigados a fazer uma condução coercitiva desses dois senhores aqui", alertou o presidente da CPI, senador Doutor Hiran (PP-RR).

Também devem ser votados os pedidos de depoimento de empresários e influencers como Felipe Prior (ex-BBB), e Virgínia Fonseca, além de requisições de relatórios de inteligência financeira de empresas e pessoas, entre elas, da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Há ainda o pedido de convite para que a CPI tome o depoimento de Guilherme Derrite, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O objetivo do requerimento é que Derrite fale  “sobre o panorama atual da exploração ilegal de jogos online e adequação do atual sistema regulatório e repressor”

Os depoimentos e a requisição de documentos têm como objetivo apurar o impacto das apostas esportivas no orçamento das famílias, uma possível associação de empresas ligadas a esse negócio com o crime organizado e o papel de influenciadores digitais na promoção desse tipo de atividade no país.

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