As declarações de John Textor, dono da SAF do Botafogo, continuam agitando o futebol nacional, com repercussões na mídia e até no Senado Federal.
Depois de depoimento de três horas nesta quarta-feira na Cidade da Polícia, Textor deu entrevista exclusiva à TV Globo e reafirmou que tem "provas completas" de manipulação de resultados no futebol brasileiro.
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"Eu fui à delegacia, comecei o processo, entreguei provas, dei meu depoimento. Eu tenho muito mais provas do que um relatório da Good Game!. (...) É um dia maravilhoso. Falei com investigadores independentes e razoáveis que não pareceram estar torcendo por clube nenhum. É muita informação, são meses de coleta de dados. É muito o início de um processo muito saudável" disse.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia do Consumidor, instaurou inquérito para investigar as acusações, após manifestação do MPRJ. O caso tramita no Grupo Temático Temporário (GTT Desporto/ MPRJ), e "na atual fase do curso, diante do sigilo decretado, não há informações que possam ser compartilhadas".
Processos
Depois da CBF e do Palmeiras, agora é o São Paulo que promete processar o norte-americano pelas acusações de que cinco jogadores teriam "entregado" o jogo contra o alviverde em clássico no campeonato brasileiro do ano passado.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ordenou que o jurídico do clube entre com ações contra Textor
Textor publicou um texto na segunda-feira citando jogos que teriam sido manipulados. Ele apontou as vitória do Palmeiras contra São Paulo e o triunfo do Verdão sobre o Fortaleza. Ele apontou o uso de inteligência artificial, e disse que, "segundo experts de inteligência artificial", a goleada do Palmeiras sobre o São Paulo foi manipulada por pelo menos cinco jogadores do São Paulo, e não mencionou nomes.
O STJD o denunciou por não apresentar, até agora, provas que houve manipulação de resultados na série A do Brasileirão, e seu julgamento está marcado para o dia 15 deste mês.
Textor fez críticas ao órgão. Nesta quarta-feira, o tribunal deu prazo de três dias para o norte-americano mostrar as evidências que diz ter contra jogadores de Fortaleza e São Paulo.
"Estou tentando há muito tempo entregar provas para pessoas que se importam com isso. Eu mandei para o STJD, eles continuam falando que eu não entreguei provas. Eu entreguei há semanas provas completas de manipulação de resultados. Os nomes foram omitidos para proteger a identidade dos jogadores envolvidos. Eu me importo com a lei. Se alguém está envolvido num escândalo de manipulação, essa pessoa também tem direitos. Não consigo entender como o STJD, que tem processos não confidenciais, continua pedindo provas", afirmou.