Representantes do sindicato Culinary Local 226 estão em negociações com 21 hotéis-cassinos de Las Vegas em busca de novos contratos de cinco anos para mais de 7 mil funcionários. Ao mesmo tempo, discute-se a possibilidade de deflagrar uma greve em janeiro ou fevereiro.
As negociações envolvem os trabalhadores de estabelecimentos do centro de Las Vegas e da Strip (zona nobre e turística da cidade), bem como dois outros negócios no norte do estado de Nevada, todos sem contratos desde 1º de junho, informou o sindicato.
"Achamos que teremos greve, é lamentável", disse o secretário-tesoureiro do Culinary Local 226, Ted Pappageorge, em discurso após a visita da vice-presidente Kamala Harris à sede do Culinary Union em Las Vegas na quarta-feira, 3 de janeiro.
Em novembro de 2023, os membros do sindicato formalizaram um acordo com a MGM Resorts International, Caesars Entertainment e Wynn Resorts. Os trabalhadoras ameaçaram entrar em greve dias antes da corrida de Fórmula 1, pressionando as empresas a finalizarem o acordo contratual.
Culinary Union celebrates historic union contracts won with @VP Kamala Harris, continues fighting for 7,700 hospitality workers employed at 23 casinos in Nevada so that #OneJobShouldBeEnough!
— Culinary Union (@Culinary226) January 4, 2024
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De acordo com Pappageorge, o sindicato se reúne com os empregadores frequentemente para discutir os acordos, mas não houve muito progresso.
Alguns dos hotéis-cassinos do sul de Nevada que trabalham sem contrato incluem Rio, The Strat, Sahara, Circus Circus, Treasure Island, Westgate, Binion's, Circa, Plaza, Golden Gate, The D e Four Queens. O sindicato já chegou a acordos contratuais com o The Mirage, Tropicana, Four Seasons e Palms.
Ted Pappageorge, secretário-tesoureiro do sindicato Culinary Local 226
As autoridades do sindicato do setor culinário chamaram os novos contratos de "históricos" por seus aumentos salariais significativos, reduções garantidas da carga de trabalho, proteções tecnológicas e apoio à carreira.
Cada funcionário em tempo integral e sem gorjetas dessas empresas receberá um aumento de cerca de US$ 3 (cerca de R$ 14,6 reais) por hora no primeiro ano. Os trabalhadores com gorjetas receberão um aumento de cerca de US$ 1,50 (aproximadamente R$ 7,3) por hora, disseram anteriormente.
De acordo com Pappageorge, os termos incluem um aumento salarial de 10% no primeiro ano e um aumento cumulativo de 32% durante a vigência do contrato, o que se traduz em um salário médio por hora de US$ 37 (R$ 180). A remuneração total dos funcionários das três empresas é estimada em US$ 2 bilhões (R$ 9 bilhões) nos próximos cinco anos.
Pappageorge disse que discussões sobre pagamentos e benefícios estão por trás da arrastada negociação. Outros pontos de divergência são a limpeza diária dos quartos, proteção contra a tecnologia que substitui o trabalho humano e redução das cargas de trabalho. "Há muito a ser feito para reunir essas empresas e levá-las até a linha de chegada. É uma logística um pouco diferente", afirmou.
Novas negociações com as empresas estão planejadas para os próximos dias, declarou o sindicato.