A N1 Partners, programa de afiliados multimarcas, apresentou uma nova edição do N1 Insights, sua série de análises de mercado, para o mês de maio de 2026. No relatório, os interessados podem descobrir quais fontes e estratégias de tráfego continuam sendo eficazes, onde estão surgindo novas oportunidades de crescimento e quais erros comuns estão freando a expansão, com base em informações atualizadas de seus especialistas em diferentes áreas.
Segundo a empresa, maio reforça as tendências do iGaming que surgiram no segundo trimestre: o mercado está claramente se afastando do crescimento agressivo para focar em uma eficiência controlada.
Se antes o crescimento era impulsionado por volume e estratégias de “ganho rápido”, agora os fatores-chave são o desempenho previsível, a otimização do valor do tempo de vida do cliente (LTV) e a estabilidade do funil de conversão ao longo do tempo.
A seguir, os principais insights da marca:
Facebook
1.1 Abordagens subestimadas dentro do Facebook
Muitos ainda dependem da segmentação detalhada para encontrar o “público perfeito”, embora o sistema hoje funcione de forma diferente.
“Os públicos amplos funcionam melhor, mas sob uma condição: que os eventos estejam bem estruturados e transmitam sinais de alta qualidade (quem paga, quanto paga etc.). Sem isso, a segmentação ampla apenas dilui o orçamento”, afirma Alexey Gusarov, chefe da equipe de afiliados da N1 Partners.
Os vídeos curtos também seguem subutilizados, apesar de apresentarem CPM mais baixos e desempenho competitivo, especialmente quando a criatividade parece natural.
1.2 Equilíbrio entre Facebook e fontes alternativas
O Facebook segue liderando em volume, mas enfrenta mais bloqueios, rejeições e dificuldades operacionais. Por isso, diversificar fontes é essencial.
Fontes alternativas ganham espaço: tráfego in-app pode gerar volume relevante, enquanto ASO (otimização para lojas de aplicativos) tende a trazer usuários de maior qualidade.

PPC (Google / UAC / Busca)
1.3 Canais subestimados e supervalorizados
A busca está supervalorizada como canal de escala: alta concorrência, CPC elevado e crescimento limitado em mercados Tier 1. Ainda assim, segue sendo um dos canais mais estáveis e com maior conversão.
“O UAC pode ser subestimado, mas oferece grande escalabilidade para quem domina dados e LTV”, afirma Daria Smirnova.
A geração de demanda, muitas vezes mal utilizada, pode performar bem quando combinada com criativos adequados e integrada à busca e retargeting.
1.4 Mudança para modelo multicanal
O PPC perdeu protagonismo: antes representava até 80% do tráfego, hoje gira entre 30% e 50%, devido ao aumento de custos e concorrência.
Facebook, redes in-app e ASO cresceram como alternativas relevantes.
Mercado geral
1.5 Fontes mais estáveis
Google e Facebook continuam oferecendo o ROI mais consistente.
1.6 Dependência das grandes plataformas
Ainda é alta, sem alternativas com escala semelhante. Plataformas emergentes existem, mas com menor qualidade e políticas mais rígidas.
2.1 KPIs no Facebook
O tráfego se tornou mais heterogêneo, exigindo análise combinada de métricas.
Os principais indicadores incluem:
Volume total de depósitos
Evolução por coorte
Crescimento do LTV
Percentual de depósitos recorrentes
Grandes apostadores nem sempre indicam qualidade — podem ser aleatórios.
2.2 Mudança para rentabilidade
O foco deixou de ser volume e passou para previsibilidade e qualidade do tráfego.
2.3 Erros comuns
Subestimar o LTV
Focar no curto prazo
Ignorar estrutura do fluxo
Depender de poucos grandes usuários

PPC
2.4 KPIs atuais
ROAS em diferentes períodos (1, 2 e 4 semanas) é central, além de LTV e valor de longo prazo.
2.5 Mudança de estratégia
Antes, marcas aceitavam prejuízo para ganhar volume. Agora priorizam tráfego menor, porém lucrativo e previsível.
2.6 Erros comuns
Foco excessivo em CPA baixo, ignorando valor real do usuário no longo prazo.
2.7 Métricas gerais
Equipes internas: relação custo vs. lucro
Afiliados: ROI
O foco é sempre o lucro real.
2.8 Gargalos no funil
Problemas costumam estar no próprio funil (PWA, push notifications, cloaking instável), não na entrada de tráfego.
3.1 Flexibilidade das marcas
Depende da capacidade de medir rentabilidade. Facebook ainda é evitado por alguns devido a custos e ticket médio menor.
3.2 Novas exigências
Mais foco em:
LTV
Sustentabilidade
Transparência
PPC
3.3 Mudanças no Tier 1
O canal deixou de ser orientado a volume e passou a ser focado em eficiência.
3.4 Velocidade de decisão
Campanhas são avaliadas rapidamente e escaladas apenas se comprovarem qualidade.
4.1 Hipóteses para Facebook
Criativos simples e naturais funcionam melhor
Dados de qualidade são fundamentais
Diferentes públicos exigem abordagens distintas
4.2 Segmentação hoje
Menos importante que antes — o foco está em treinar o algoritmo com bons dados.
4.3 Erros comuns
Decisões rápidas demais
Estruturas complexas
Dados fracos
Dependência de um único criativo

PPC
4.4 Foco dos testes
Qualidade e eficiência, não volume.
4.5 Intenção do usuário
Alinhamento com intenção é o principal fator de conversão.
4.6 Funis
Mais simples estruturalmente, porém mais sofisticados em lógica e dados.
4.7 Funis híbridos (FB + Telegram + SEO)
Ainda instáveis em Tier 1, mas podem funcionar em mercados Tier 3.
4.8 Abordagens atuais
Modelos clássicos ainda dominam.
Criativos
4.9 Alinhamento com funil é essencial
4.10 Criativos agressivos se esgotam mais rápido
4.11 Rotação constante é indispensável
4.12 Erro comum: escalar sem variação criativa
5.1 Mercados mais difíceis
Austrália segue volátil.
5.2 Oportunidades
Alemanha e Áustria podem surpreender com menor concorrência.
5.3 Mercados exigentes
Austrália e Canadá demandam alta adaptação.
5.4 Testes de baixo risco
Europa Oriental.
Regulação
5.5 Moderação mais rígida
Facebook e Google continuam sendo os mais restritivos.
5.6 Riscos de bloqueio
Até pequenas mudanças podem causar banimentos.
5.7 Fim das estratégias “cinza”
Equipes focam mais em eficiência e redução de custos.
5.8 Riscos no escalonamento
Sobregasto em contas é comum e subestimado.
A IA ainda não substitui a experiência humana no tráfego. Embora já seja usada no marketing tradicional, seu impacto no iGaming ainda é limitado, especialmente em nichos complexos.
Maio consolida a transição do mercado de iGaming para um modelo baseado em qualidade e rentabilidade previsível. Com maior concorrência e moderação mais rígida de plataformas como Meta e Google, o foco passa a ser LTV, recorrência de depósitos e estabilidade econômica — e não mais volume.
A principal vantagem competitiva está na capacidade de gerenciar qualidade de tráfego e riscos ao longo do tempo.
A N1 Partners lembrou que resta pouco mais de uma semana para o encerramento da N1 SEO Traffic Cup e convidou interessados a participar.